PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA DIPLOMACIA BRASILEIRA
Abstract
Na história do Ministério das Relações Exteriores, a participação de mulheres foi parcimoniosa, tendo como marco inicial o ano de 1918, quando Maria José Rebello tornou-se a primeira mulher diplomata brasileira. Somente em 1938, a política discriminatória de ingresso à carreira diplomática foi abandonada de forma contundente. Apesar desses avanços históricos, observa-se ainda certa disparidade entre mulheres e homens. Assim, o objetivo geral deste artigo é apresentar um debate sobre as relações a presença de mulheres na carreira diplomática do Brasil, em um cenário de hegemonia masculina, reflexo dessas desigualdades. Este artigo faz uso de uma metodologia qualitativa, com caráter exploratório e descritivo. São utilizadas fontes bibliográficas, relativas às abordagens teóricas sobre Feminismos, na área de Relações Internacionais. Como considerações finais, observa-se que o Brasil ainda tem um caminho longo a trilhar no tocante à participação efetiva de mulheres no Ministério das Relações Exteriores.
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