PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA DIPLOMACIA BRASILEIRA

Autori

  • Anna Priscilla Cabral Rodrigues Centro Universitário Estácio do Recife.
  • Nayanna Sabiá Moura Centro Universitário Estácio do Recife.

Abstract

Na história do Ministério das Relações Exteriores, a participação de mulheres foi parcimoniosa, tendo como marco inicial o ano de 1918, quando Maria José Rebello tornou-se a primeira mulher diplomata brasileira.  Somente em 1938, a política discriminatória de ingresso à carreira diplomática foi abandonada de forma contundente. Apesar desses avanços históricos, observa-se ainda certa disparidade entre mulheres e homens. Assim, o objetivo geral deste artigo é apresentar um debate sobre as relações a presença de mulheres na carreira diplomática do Brasil, em um cenário de hegemonia masculina, reflexo dessas desigualdades. Este artigo faz uso de uma metodologia qualitativa, com caráter  exploratório e descritivo. São utilizadas fontes bibliográficas, relativas às abordagens teóricas sobre Feminismos, na área de Relações Internacionais. Como considerações finais, observa-se que o Brasil ainda tem um caminho longo a trilhar no tocante à participação efetiva de mulheres no Ministério das Relações Exteriores.

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Biografie autore

Anna Priscilla Cabral Rodrigues, Centro Universitário Estácio do Recife.

Aluna do Curso de Graduação em Relações Internacionais do Centro Universitário Estácio do Recife.

Nayanna Sabiá Moura, Centro Universitário Estácio do Recife.

Professora do Curso de Graduação em Relações Internacionais do Centro Universitário Estácio do Recife.

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Pubblicato

2019-09-04

Come citare

Rodrigues, A. P. C., & Moura, N. S. (2019). PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA DIPLOMACIA BRASILEIRA. Revista Eletrônica Da Estácio Recife, 5(1). Recuperato da https://reer.emnuvens.com.br/reer/article/view/237