ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM PACIENTES PROSTATECTOMIZADOS
Resumo
Introdução. O câncer de próstata é a segunda neoplasia mais comum na população do sexo masculino. Segundo o INCA, seu principal tratamento e cura requer a cirurgia de prostatectomia radical, no qual se retira toda a próstata, junto com a radioterapia. Contudo, isso acarreta em diversas complicações, dentre elas, a mais exacerbada está a incontinência urinária. Essa disfunção advinda da cirurgia conta com o auxílio da fisioterapia, direcionada principalmente para recursos nos músculos do assoalho pélvico. Objetivos. Evidenciar a eficácia da atuação do fisioterapeuta na incontinência urinária resultante da prostatectomia radical. Metodologia. Esse trabalho trata-se de uma revisão de literatura, realizada no período de outubro a novembro de 2020, por meio da Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Lilacs, utilizando os descritores: Prostatectomia, Incontinência urinária, Fisioterapia, Diafragma da Pelve e Modalidades de fisioterapia. Resultados e Discussão. De acordo com os resultados, uma melhor e mais rápida recuperação da continência urinária se deu oriundo do acompanhamento do fisioterapeuta no pré e pós operatório devido aos pacientes aprenderem antes da cirurgia a realizar a contração dos MAPs. Um outro método eficiente foi a eletroestimulação endo-anal, resultando em um aumento da força muscular, redução no número de fraldas usadas, aumento da capacidade de contração dos MAPs e diminuição do volume de perda urinária nas AVDs. Por fim, evidenciou uma melhora na continência urinária através do tratamento fisioterapêutico traçado pelo programa de exercício de Kegel, associado com o biofeedback e orientações de pós operatório. Conclusão. Nesse trabalho conclui-se que a atuação do fisioterapeuta na reabilitação da incontinência urinária pós prostatectomia é indispensável, visando uma melhor qualidade de vida para o paciente.
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