IDENTIFICAÇÃO DAS CAUSAS DA NÃO VACINAÇÃO EM MENORES DE DOIS ANOS NO BRASIL
Resumo
Introdução: A vacina desde sua criação tem mostrado efeitos benéficos que é capaz de trazer a saúde coletiva, porém nesta década os estudos mostram uma queda significativa nas taxas de adesão vacinal. O Programa Nacional de Imunização (PNI) brasileiro preconiza manter taxas de vacinação acima de 90%, porém em 2016 identificou-se que apenas 44% dos municípios brasileiros obtiveram as taxas de imunização preconizadas para a vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin), primeira vacina que a criança recebe ao nascer. Observou-se também a maior queda dos últimos 12 anos da taxa vacinal de poliomielite 84% segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). Objetivo: Identificar as causas mais frequentes da não vacinação em crianças menores de dois anos no Brasil segundo a literatura científica. Método: Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura de estudos e publicações científicas, nos bancos de dados da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), através das fontes Lilacs, Medline e Pubmed, entre os anos de 2010 a 2020, que respondesse à questão norteadora: Quais as causas da não vacinação em crianças menores de dois anos no Brasil? A coleta se deu entre os meses de janeiro a maio de 2020. Resultados: Foram encontrados 40 artigos, e após refinamento, através dos critérios de inclusão/exclusão, restaram 7 artigos. Os estudos relacionaram que algumas causas da não vacinação em crianças são: falta das vacinas na unidade, medo dos pais com reações adversas da vacina, crenças e argumentos de movimentos antivacinas e a falta de confiança no profissional de saúde durante a vacinação. Conclusão: A maioria das causas da não vacinação podem ser minimizadas com ações e intervenções estratégicas do profissional de enfermagem nas unidades de saúde, na conscientização dos benefícios das vacinas a longo prazo, como a não propagação de doenças imunopreveníveis na infância que poriam em risco a saúde da população.
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