CONSIDERAÇÕES SOBRE SUBLIMAÇÃO NO AUTOR DE “ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS”: UM ESTUDO PSICANALÍTICO DA RELAÇÃO COM SUA MUSA E A HIPERSEXUALIZAÇÃO DESTA NA CULTURA POP
Resumo
RESUMO: A relação autor e obra perpetra nos embates éticos, filosóficos e psicológicos e atrelada a essas discussões está o conceito da Sublimação. O presente estudo discute as questões surgidas sobre o conceito, que fez pensar a hipótese de ser “Alice no País das Maravilhas” uma Sublimação de uma pulsão condenável socialmente em Lewis Carroll, a saber a pedofilia, cujo sofisma permeia o imaginário de uma considerável parcela de fãs na Cultura Pop e com frequência recheiam a internet de teorias, fotografias fakes e fanfics romanceando a relação do autor com sua musa infantil, sugerindo uma hipersexualização desta. Partindo disso, o objetivo geral é conceituar a Sublimação para a Psicanálise em oposição a ideia do senso comum. Para tal, o método revisão bibliográfica coube ao estudo, a fim de estabelecer essa diferenciação e apresentar o que na vida do autor pôde influenciar essas especulações. Como objetivos específicos, buscou-se entender os desdobramentos desse sofisma na Cultura Pop e trazer uma teoria psicanalítica a respeito da relação do autor e musa. Do proposto, concluiu-se que a sociedade faz uso do conceito psicanalítico da Sublimação, como no exemplo de hipersexualização infantil na literatura trazido aqui, e vem problematizar essa apropriação de como o empregam convenientemente na arte literária, consentindo mazelas como o fenômeno da hipersexualização.
PALAVRAS-CHAVE: Sublimação; hipersexualização; Alice no País das Maravilhas; Cultura pop; pedofilia.
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