LUTO PELO FILHO IDEALIZADO: PAIS DE CRIANÇAS COM TEA
Resumo
RESUMO: Mesmo antes do período pré-natal a relação simbiótica entre os pais e o bebê já se evidencia, se dando através de forte expectativa que eles possuem acerca do bebê e dessa interação que se é estabelecida, idealizações que são fruto do imaginário daquele casal, suas fantasias, desejos e questões intersubjetivas. Sendo assim, qualquer coisa que venha a divergir com aquilo que antes foi idealizado como filho gerará grande impacto no casal na família, assim como um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). É sobre esse fenômeno que a pesquisa se justifica, pois muito se fala do TEA e suas comorbidades, mas pouco do luto que alguns pais passam, pelo diagnóstico. O objetivo geral da pesquisa foi buscar compreender o processo de luto pelo filho idealizado com a diagnóstico do autismo na criança. Enquanto objetivos específicos a pesquisa buscou: Investigar o processo de idealização do filho-ideal. Descrever o TEA e Apresentar reflexões biopsicossociais sobre o acolhimento do filho autista. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica tendo como referência artigos científicos e os manuais de diagnóstico como o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) e bem como a Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID-10). Por fim, conclui-se que frustrações, ansiedade, rejeições e revoltas fazem parte do processo de luto por parte dos pais desse filho idealizado com a descoberta do autismo na criança, e que a sociedade em geral precisa mudar o olhar e a atitude no trato com a criança com necessidade de assistência, olhando sua singularidade.
Palavras-chave: Autismo. Diagnóstico. Filho idealizado. Luto dos Pais.
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