“PASSEI A SER VISTO DIFERENTE, NÃO ME OLHAM MAIS COMO PESSOA”: RETRATO DO ESTIGMA DO SUJEITO ENCARCERADO

Autores

  • Maryanna Eulália Galindo da Silva
  • Mirela da Silva Gomes
  • Glebson Weslley Bezerra da Silva

Resumo

RESUMO: O presente artigo pretende trazer uma análise e reflexão acerca do estigma sofrido pelos sujeitos que estão em situação de cárcere da Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru -PE. O objetivo geral da presente pesquisa busca analisar como a situação de vulnerabilidade social e o estigma encarcerador contribuem para despersonalização do sujeito que se encontra em situação de cárcere. Com isso, a partir da metodologia traçada e dos resultados obtidos, pode se obserar por meio das informações fornecidas pelos entrevistados que: apesar de se encontrarem em situação de cárcere, os sujeitos ainda se reconhecem como agentes sociais e que a figura estigmatizante para alguns vem a ser fator preponderante na aceitação social pós reclusão, e que essa produção de estigmas em razão de serem ex-presidiários acarreta em sofrimento em sua maioria, visto que, a penalidade imposta pelo Estado deveria ter seu caráter “socializador”. Os resultados alcançados nesse estudo possibilitam a ideia de que este possa contribuir para o debate de uma verdadeira efetivação da cidadania, da promoção do princípio da dignidade da pessoa humana em razão do sujeito encarcerado, uma vez que foi encontrado segundo as entrevistas realizadas a produção de estigma, bem como marcadores que impossibilitam o retorno desse sujeito para o meio social externo.

Palavras-chave: Cárcere. Estigma. Identidade.

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Publicado

2022-08-17

Como Citar

da Silva, M. E. G., Gomes, M. da S., & da Silva, G. W. B. (2022). “PASSEI A SER VISTO DIFERENTE, NÃO ME OLHAM MAIS COMO PESSOA”: RETRATO DO ESTIGMA DO SUJEITO ENCARCERADO. Revista Eletrônica Da Estácio Recife, 8(1). Recuperado de https://reer.emnuvens.com.br/reer/article/view/650

Edição

Seção

Artigos