INFÂNCIAS, CULTURA DIGITAL E PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES NOS CONTEXTOS ESCOLARES CONTEMPORÂNEOS

Autores

  • Daniely Café Souza Ferrer Universidade do Estado da Bahia
  • Liege Maria Queiroz Sitja Universidade do Estado da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21117814

Palavras-chave:

Infância, Cultura Digital, Subjetividade, Educação, Tecnologias

Resumo

As transformações tecnológicas e culturais das últimas décadas têm produzido impactos significativos nas formas de socialização, aprendizagem e constituição das infâncias contemporâneas. O avanço das tecnologias digitais, das redes sociais e das plataformas virtuais alterou profundamente as relações das crianças com o tempo, o espaço, o brincar, a linguagem e a produção de subjetividades. Nesse cenário, a escola enfrenta o desafio de compreender os modos pelos quais as culturas digitais atravessam os cotidianos infantis, influenciando práticas educativas, relações interpessoais e processos formativos. Este artigo tem como objetivo analisar as relações entre infância, cultura digital e produção de subjetividades nos contextos escolares contemporâneos, problematizando os impactos das tecnologias digitais na experiência infantil e nos processos educativos. Metodologicamente, trata-se de um ensaio teórico de abordagem qualitativa, fundamentado em revisão bibliográfica e diálogo interdisciplinar entre autores da educação, sociologia, filosofia e estudos culturais. A discussão apoia-se em contribuições de Bauman, Freire, Larrosa, Han, Buckingham e outros pesquisadores que investigam os efeitos das tecnologias na constituição das subjetividades e nas experiências educativas contemporâneas. Os resultados indicam que as culturas digitais produzem novas formas de interação, aprendizagem e expressão, ao mesmo tempo em que intensificam fenômenos como hiperconectividade, aceleração do tempo, fragmentação da atenção e exposição precoce das crianças às lógicas do consumo e da performance. Conclui-se que a escola precisa construir práticas pedagógicas críticas e dialógicas capazes de promover uma educação ética, democrática e humanizadora frente às transformações tecnológicas contemporâneas, reconhecendo as crianças como sujeitos culturais ativos na produção de sentidos sobre o mundo digital.

Palavras-chave: infância; cultura digital; subjetividade; educação; tecnologias.

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Biografia do Autor

Liege Maria Queiroz Sitja, Universidade do Estado da Bahia

Graduada em História pela Faculdade Porto Alegrense de Educação, Ciências a Letras. (FAPA- 1988). Possui Especialização em História do Brasil (FAPA-1989). Possui Especialização em Filosofia Contemporânea pela Faculdade São Bento da Bahia (2012). Mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia (1996) e Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia (2010). Atualmente é professora Titular da Universidade do Estado da Bahia- UNEB e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade - PPGEduc- UNEB. Lider do grupo de pesquisa GEDUM (grupo de pesquisa em docência universitária e multirreferencialidade) e vice-lider do gruipo de pesquisa DUFOP (Docência Universitária e Formação de professores). Tem experiência na área de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: Formação docente, Formação docente no ensino superior, Fenomenologia e Educação.

Referências

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Publicado

2026-07-01

Como Citar

Café Souza Ferrer, D., & Queiroz Sitja, L. M. (2026). INFÂNCIAS, CULTURA DIGITAL E PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES NOS CONTEXTOS ESCOLARES CONTEMPORÂNEOS . Revista Eletrônica Da Estácio Recife, 13(1), 393–405. https://doi.org/10.5281/zenodo.21117814