ESTRATÉGIAS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO EM CIRURGIAS POTENCIALMENTE CONTAMINADAS
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21906690Palavras-chave:
Enfermagem Perioperatória, Infecção do Sítio Cirúrgico, Cuidados de Enfermagem, Procedimentos Cirúrgicos Operatórios, Prevenção de DoençasResumo
Introdução: As infecções de sítio cirúrgico (ISC) representam uma importante complicação pós-operatória, podendo acometer desde tecidos superficiais até órgãos e cavidades, com manifestações clínicas que incluem dor, edema, rubor, febre e secreção purulenta. No Brasil, aparece como a terceira principal infecção relacionada à assistência à saúde, constituindo um substancial problema de saúde pública devido aos elevados índices de morbimortalidade. Diversos fatores de risco estão associados ao seu desenvolvimento, incluindo estado clínico do paciente, especificidades do procedimento cirúrgico e aspectos do ambiente hospitalar. Além dos impactos físicos, as ISC podem gerar prejuízos emocionais aos pacientes e aumento significativo dos custos hospitalares, decorrentes do prolongamento da internação e de intervenções. Nesse contexto, a adoção de medidas de segurança, como protocolos institucionais e a atuação da equipe de enfermagem, torna-se imprescindível para a prevenção dessas infecções. Objetivo: Analisar os principais fatores de risco associados às ISC e destacar estratégias de prevenção no contexto da assistência de enfermagem. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura realizada para identificar estratégias de enfermagem na prevenção de infecção de sítio cirúrgico em cirurgias potencialmente contaminadas, seguindo etapas de formulação da questão norteadora, definição de critérios, análise e interpretação dos estudos. Foram incluídos estudos publicados entre 2016 e 2026, em português e inglês, disponíveis gratuitamente e relacionados à temática, sendo excluídos artigos fora do período, com acesso restrito, em outros idiomas ou sem relação com o tema. Resultados: Entre os fatores de risco, a idade avançada, o diabetes mellitus, a hiperglicemia, a obesidade, o tempo de duração do procedimento cirúrgico prolongado e a internação prolongada foram citadas com maior destaque. Como intervenções que podem prevenir tais infecções, chamaram a atenção o controle da glicemia, antibioticoprofilaxia, uso das técnicas assépticas, checklist cirúrgico seguro e protocolos de assistência, sendo fundamental a contribuição da enfermagem nessas situações. Conclusão: As infecções de sítio cirúrgico permanecem como importantes complicações relacionadas à assistência à saúde. Nesse contexto, a enfermagem exerce papel na implementação de protocolos, educação em saúde e capacitação contínua, contribuindo para a prevenção das ISC e para a promoção de um cuidado seguro e de qualidade.
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