DO PROVISÓRIO AO PATRIMONIAL:
O CATETINHO COMO TESTEMUNHO DA BRASÍLIA MODERNISTA
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21922187Palavras-chave:
Catetinho, Brasília, arquitetura efêmera, patrimônio moderno, memória, Oscar NiemeyerResumo
Este artigo tem como objetivo analisar o Catetinho, em Brasília, como exemplo de arquitetura originalmente efêmera que adquiriu valor patrimonial permanente, discutindo sua relação com a memória, a preservação e a arquitetura moderna. A pesquisa parte do contexto de construção da nova capital brasileira, durante o governo de Juscelino Kubitschek, quando Brasília foi concebida como símbolo de modernização, desenvolvimento e futuro nacional. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, baseada em estudos sobre patrimônio, arquitetura moderna, arquitetura efêmera e história de Brasília. A análise evidencia que o Catetinho, apesar de sua simplicidade construtiva, de seu caráter provisório e do uso predominante da madeira, tornou-se um importante testemunho material do processo de construção da capital federal. Projetado por Oscar Niemeyer e utilizado como primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek em Brasília, o edifício contrapõe-se à monumentalidade dos palácios e demais obras modernas da cidade. Conclui-se que sua preservação amplia a compreensão do patrimônio arquitetônico de Brasília, demonstrando que o valor patrimonial não se limita às grandes obras monumentais, mas também envolve construções provisórias capazes de guardar memórias, processos históricos e experiências culturais.
Palavras-chave: Catetinho; Brasília; arquitetura efêmera; patrimônio moderno; memória; Oscar Niemeyer.
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Referências
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