ENCADEAMENTOS ECONÔMICOS E ENERGÉTICOS NA ECONOMIA DE PERNAMBUCO
UMA ANÁLISE DE INSUMO-PRODUTO AMBIENTALMENTE ESTENDIDA
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22927122Palavras-chave:
Insumo-produto, consumo de energia, encadeamentos produtivos, desenvolvimento regional, PernambucoResumo
Este estudo analisa a estrutura produtiva da economia de Pernambuco sob as perspectivas econômica e energética, buscando identificar os setores estratégicos a partir de indicadores monetários e de consumo de energia. Para isso, foi utilizado um modelo de insumo-produto ambientalmente estendido construído a partir da Matriz Inter-regional de Insumo-Produto do Brasil, agregando Pernambuco e o Restante do Brasil e incorporando uma conta satélite de consumo energético. Foram estimadas intensidades energéticas diretas e totais, multiplicadores de energia, índices de Rasmussen-Hirschman e índices de encadeamentos energéticos para frente e para trás. Os resultados mostram que comércio, transporte terrestre e serviços apresentam elevada centralidade econômica, enquanto a incorporação da dimensão energética desloca parte dessa importância para setores intensivos em energia, como transporte terrestre, refino de petróleo, metalurgia, minerais não metálicos e fabricação de celulose. Observou-se ainda que atividades com baixo consumo direto, como o comércio, apresentam elevada dependência dos efeitos indiretos das cadeias produtivas, evidenciando diferenças entre a estrutura monetária e a estrutura energética da economia estadual. Conclui-se que a utilização conjunta de indicadores econômicos e energéticos amplia a capacidade analítica dos modelos de insumo-produto, fornecendo subsídios para políticas de desenvolvimento regional, planejamento energético e promoção de uma estrutura produtiva mais eficiente e sustentável.
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