HEMORRAGIA PÓS-PARTO NO BRASIL:
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS INTERNAÇÕES, DOS ÓBITOS E DA MORTALIDADE HOSPITALAR ENTRE 2020 E 2025
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23087122Palavras-chave:
Brasil, Estudos Retrospectivos, Hemorragia Pós-Parto, Hospitalização, Mortalidade HospitalarResumo
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma importante causa de morbimortalidade materna e permanece como relevante problema de saúde pública. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das internações, dos óbitos e da mortalidade hospitalar por HPP no Brasil entre 2020 e 2025. Trata-se de um estudo epidemiológico, ecológico, descritivo e retrospectivo, realizado com dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS-DATASUS). Foram analisadas as internações por HPP, segundo o código O72 da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), registradas entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, considerando internações, óbitos hospitalares e taxa de mortalidade segundo região geográfica. Foram registradas 15.066 internações e 152 óbitos hospitalares, correspondendo à taxa de mortalidade hospitalar de 1,01%. O Sudeste concentrou o maior número de internações (36,9%) e óbitos (36,2%), seguido pelo Nordeste. Apesar dos maiores números absolutos no Sudeste, o Centro-Oeste apresentou a maior taxa de mortalidade hospitalar (1,38%). As internações permaneceram relativamente estáveis ao longo do período, com pequenas variações anuais. Os achados evidenciam diferenças regionais na ocorrência e nos desfechos hospitalares da HPP. Conclui-se que a HPP manteve importante impacto epidemiológico no Brasil entre 2020 e 2025, destacando-se a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica, qualificar a assistência obstétrica e ampliar estratégias para diagnóstico e tratamento oportunos, visando à redução da morbimortalidade materna.Downloads
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