AS INFÂNCIAS RURAIS:
UM OLHAR CARTOGRÁFICO TRANSPESSOAL DAS CRIANÇAS DE UMA ESCOLA RURAL DO AGRESTE PERNAMBUCANO
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23838439Palavras-chave:
Infâncias rurais, Cartografia, Sociopoética, Transpessoal, SubjetivaçãoResumo
As infâncias rurais são atravessadas por processos históricos, sociais e culturais que configuram diferentes modos de ser, sentir e existir das crianças no Campo. Esta pesquisa, de natureza qualitativa, inspirada na Cartografia de Deleuze e Guattari e nas Oficinas Sociopoéticas de Gauthier, teve como objetivo cartografar os processos de subjetivação das infâncias rurais produzidos nas relações das crianças com seus territórios, considerando as experiências fotográficas, narrativas e produções coletivas em diálogo com a perspectiva transpessoal. Participaram 13 crianças na faixa etária de 4 a 12 anos, matriculadas em uma escola rural do agreste pernambucano, integrantes de uma turma multisseriada. Os dados foram produzidos por meio de fotografias, rodas de conversa e produções coletivas. A análise articulou imagens, vídeos, falas, expressões corporais, diário de campo e categorias construídas pelas próprias crianças. Os resultados evidenciaram senso de pertencimento, afetividade, memória, cuidado e valorização da natureza e dos saberes compartilhados entre gerações. A pesquisa contribui para reconhecer as crianças como copesquisadoras e produtoras de sentidos sobre seus territórios, reconhecendo-as como sujeito de atuação política, social e cultural, capaz de utilizar múltiplas linguagens (verbal, fotográfica e corporal) para representar seu mundo infantil na zona rural.
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