OSCE DIGITAL COMO AMBIENTE PSICOSSOCIAL:
ESTRUTURA TECNOLÓGICA, JUSTIÇA AVALIATIVA E AUTOEFICÁCIA DOCENTE
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22926569Palabras clave:
OSCE digital, justiça avaliativa, autoeficácia docente, ciberpsicologia, educação médicaResumen
A utilização de plataformas digitais no Exame Clínico Objetivo Estruturado (OSCE) tem ampliado a necessidade de compreender seus impactos na experiência dos docentes avaliadores. Este estudo analisou a associação entre fatores estruturais da arquitetura digital do OSCE, incluindo clareza da estrutura avaliativa, padronização dos processos, qualidade da interface e acompanhamento pedagógico, com a percepção de justiça avaliativa e indicadores contextuais de autoeficácia docente na educação médica. Trata-se de um estudo quantitativo, de delineamento correlacional, realizado com 60 docentes de uma instituição de ensino superior, dos quais 21 participaram de uma segunda etapa após um simulado padronizado do OSCE. Os dados foram coletados por meio de questionários e analisados utilizando estatística descritiva e correlação de Pearson. Os resultados evidenciaram associações positivas e significativas entre qualidade da interface, clareza dos critérios avaliativos, padronização dos processos, acompanhamento pedagógico e percepção de justiça avaliativa. As correlações mais elevadas foram observadas entre interface e clareza (r = 0,863), interface e equidade (r = 0,828) e acompanhamento e interface (r = 0,843) (p < 0,001). Conclui-se que ambientes digitais mais organizados, intuitivos e padronizados estão associados a percepções mais positivas de transparência, confiabilidade e segurança no processo avaliativo, destacando a relevância da arquitetura digital para a qualidade das avaliações na educação médica.
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