Maternidade no Sistema Prisional Feminino Brasileiro: um olhar reflexivo sobre as vivências e desafios enfrentados na relação mãe-bebê dentro do cárcere

Autores

  • Natália Maria Silva
  • Mayrla Barbosa da Silva
  • Raissa Rodrigues Falcão

Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar, através do método bibliográfico, as particularidades da maternidade no sistema penitenciário feminino brasileiro, através do referencial do psicanalista Donald Woods Winnicott. No Brasil, algumas unidades prisionais não fazem distinções entre os gêneros, além de que oferecem condições desumanas de existência. Assim, a mulher que se torna mãe no ambiente punitivo do cárcere, em geral, tem pouco acesso aos serviços de saúde e raramente pode ficar próxima à criança o suficiente para a construção do vínculo mãe-bebê. Mais especificamente com base nos estudos realizados por Winnicott, foi possível perceber que esse ambiente é dificilmente acolhedor e/ou satisfaz as necessidades do bebê. Dessa forma, o contexto violento do cárcere comumente intensifica sofrimentos ligados à culpa, estresse e medo nas mulheres que se tornam mães, o que pode afetar o desenvolvimento das condições de um cuidado materno “suficientemente bom” e engendrar possíveis adoecimentos psíquicos.

Palavras-chave: gênero; psicanálise; maternidade no cárcere; penitenciárias brasileiras.

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Publicado

2020-03-05

Como Citar

Silva, N. M., Barbosa da Silva, M., & Rodrigues Falcão, R. (2020). Maternidade no Sistema Prisional Feminino Brasileiro: um olhar reflexivo sobre as vivências e desafios enfrentados na relação mãe-bebê dentro do cárcere. Revista Eletrônica Da Estácio Recife, 5(2). Recuperado de https://reer.emnuvens.com.br/reer/article/view/331